terça-feira, 16 de janeiro de 2018

Um rápido balanço de leituras de 2017

Como já é típico aqui do blog, tenho que deixar um balanço das minhas leituras do ano que passou. Só não posso é compará-las com as de 2016... Preferi continuar a não apostar em desafios literários e, apesar de a escolha ser cada vez mais um momento difícil, acho que consegui diversificar os géneros literários - cinco pontos para mim! 
Ainda assim, foi um ano com menos leituras do que o anterior e com menos descobertas. Encontrei bons livros, mas também vi expectativas goradas e leituras "mornas", que não foram más, mas que não me tocaram como esperava.
 
De qualquer forma, olhando para trás, destaco:

"O Livro" de 2017, porque é, simplesmente, óptimo

Fantasia e ficção científica com alma, que ainda me "assombra"


Um mistério envolvente pela "pena" da nova autora preferida

Um livro cativante

Seres humanos no seu pior - e melhor

O "universo" que deixa saudades

"Aquela" família...
Este ano espero continuar a diversificar géneros, mas também encontrar leituras fortes, que me surpreendam e apaixonem à semelhança do que aconteceu durante 2016, se não for pedir muito.

E vocês, o que esperam a nível de leituras em 2018?  Qual foi o balanço de 2017? 
Boas leituras!

sexta-feira, 12 de janeiro de 2018

"A Outra Rainha", Philippa Gregory

Neste romance de Philippa Gregory acompanhamos o cativeiro de Maria Stuart, rainha da Escócia, que procura refúgio na Inglaterra governada pela sua prima Isabel. É alojada na casa de Bess Hardwick, uma pessoa de confiança do conselheiro Cecil, recém-casada com o Conde de Shrewbury, Jorge Talbot. É que Maria Stuart não só é católica como também está na linha de sucessão do trono e parece manter-se rodeada por uma onda de conspiração, pelo que é premente vigiá-la numa época em que a Inglaterra protestante se sente ameaçada até pelo Papa, .

Assim, ao longo do livro acompanhamos as perspectivas das três personagens que vão protagonizar esta fase da "outra rainha", percebendo a tensão que se rege entre eles - principalmente quando o conde se apaixona pela rainha a seu cargo -, as suas esperanças e receios, bem como a sua visão do reinado de Isabel "fabricado" por Cecil. É também uma história sobre duas mulheres bem diferentes, e o homem que vê a sua lealdade dividida.
Maria da Escócia, rainha três vezes por nascimento e casamento, está consciente do poder que detém, é considerada uma beldade e está habituada a conseguir o que pretende pelas mãos dos homens que a veneram. Não tendo o apoio da rainha Isabel como esperava vê-se como uma reclusa e não teme adquirir apoio de simpatizantes que a levariam de volta ao trono escocês - mas também lhe abririam o caminho ao inglês.
Também a sua anfitriã, Bess Hardwick, é uma mulher ambiciosa que se "construiu a si mesma". Nasceu pobre e cresceu à custa da caridade de familiares, mas através de laços de casamento e da sua inteligência conseguiu conquistar conhecimento e fortuna. Ela própria gosta de gerir o seu património. Ao contrário da rainha Maria, que espera sempre por um homem que a salve do cativeiro, Bess detesta depender de alguém para viver. Para si, o alojamento de Maria Stuart é um encargo demasiado elevado, e vê a sua fortuna em risco, principalmente quando ela e o marido quase são apontados como traidores durante a rebelião do Norte.
Jorge Talbot é o quarto marido de Bess e é-lhe fiel. Vê-se como uma homem honrado, leal à Coroa Inglesa como a sua família o tem sido há centenas de anos. Acaba por criar um sentimento amoroso pela rainha Maria, por quem se sente tão protector, e tal leva-o a sentir-se permanentemente dividido, tanto em casa como no reino. Se por um lado quer proteger a rainha que ama, por outro também tem que proteger o reinado da rainha que serve. 

"A Outra Rainha" foi uma boa leitura, típica de Philippa Gregory, que nos leva a conviver com personagens históricas, e que também é capaz de deixar um leitor dividido. Se por um lado compreendi a situação ingrata de Maria Stuart, que nunca conseguia regressar à Escócia como lhe era prometido, por outro percebo que a desconfiança que recaía sobre esta figura tinha a sua razão de ser... 
Gostei de voltar a ler mais um romance com um boa componente conspiratória. Ainda para mais, dá-nos outra perspectiva sobre a rainha Isabel e a Inglaterra da época,  como a problemática de a Igreja ter sido despojada de propriedades e bens em território inglês, e de tal ter passado para as mãos de nobres e endinheirados, como aconteceu a Bess. Sente-se também as tensões entre Cecil, o implacável secretário de Isabel que praticamente engendrou o seu reinado, e os restantes nobres do conselho, que não aceitavam que um homem nascido sem posição ascendesse a altos postos.
"A Outra Rainha" pode não ser o tipo de romance que providencie uma leitura rápida e viciante, bem pelo contrário, mas sem dúvida que vale a pena.


Sinopse

E vocês, já o leram? Qual é a vossa opinião?
Boas leituras!


terça-feira, 9 de janeiro de 2018

"Cabaret", Lily Prior

Este é um livro com tanto de cómico como de trágico, sobre Freda, uma jovem embalsamadora que parece demasiado feliz com o desaparecimento súbito do marido, um ventríloquo. Ao longo das páginas vamos então percebendo o que a levou a casar com alguém que parece desprezar tanto.

Parti para a leitura com algum entusiasmo e a verdade é que, por um lado, é uma história com um toque surrealista, o que se poderia tornar refrescante. De "Cabaret" só temos a esperar acontecimentos loucos vividos por personagens... loucas.
Por outro lado, soube-me a pouco. As ligações de Freda  com o marido e um primeiro namorado são tão estranhas que se tornam perturbadoras, e não tive a sensação de "maravilhamento" que o género surrealista por norma acarreta. Para mim acabou por ser apenas uma história... "louca". Achei piada à protagonista e ao seu fascínio pelo detective,  mas em certos momentos, tanto o enredo como até o dito "surrealismo" me pareceram forçados. Esperava melhor.

Sinopse

E vocês, já leram este "Cabaret"? Qual é a vossa opinião?
Boas leituras?
 

segunda-feira, 27 de novembro de 2017

Pessoas que um leitor não compreende #7

Os portugueses que descobriram a divisão de livros

Já repararam como cá em Portugal a malta adora aquela atitude a que habitualmente chamamos "fazer render o peixe"? O mais impressionante é que tal perspectiva de negócio é aplicada a tudo. Tudo. Eis programas televisivos sobre o mesmo a brotar como cogumelos; eis o músico da temporada a colaborar com tudo o que canta; eis o mais ínfimo detalhe que pode ser lucrativo a ser reproduzido até à extinção.

No caso dos livros o melhor que se arranjou foi - como todos nós sabemos porque o assunto já tem cabelos brancos -  a divisão dos livros. Portanto, por cá acontece aquele fenómeno curioso de os livros se multiplicarem, porque são divididos. Quem bom para o leitor, porque em vez de ter apenas um romance do autor X, pode também adquirir a segunda parte da história! Ou ainda, em vez de ter trilogias - pasmem-se! - tem direito a tetralogias!!!
É tão bom para um leitor comprar livros divididos... Assim nem se pode queixar de dores nas costas do peso de um calhamaço de 800 páginas na mochila, nem de dores nas articulações dos pulsos. E o preço... Pois, o preço. 

Agora a sério, irrita-me ter de pagar o dobro por um livro. E irrita-me ver o livro de uma trilogia dividido em duas partes porque... Nem eu sei muito bem porquê. Ora, acompanhem o meu raciocínio. Se os outros dois livros têm cerca de 700 páginas, porque raio o último volume teve de ser dividido em dois, quando pelas minhas contas tem no total cerca de... 700 páginas? 
No fundo, só sei que pago um livro a mais de cada vez que esta jogada é feita.

Posto isto, só tenho uma sugestão a fazer. Que tal os mesmos portugueses que descobriram esta manobra perceberem que a publicação de efectivas sequelas e prequelas, e continuações de trilogias e séries também pode ser lucrativa? É que também é triste apostar-se num livro que depois descobrimos ser o primeiro volume de algo que tão depressa não vamos continuar a ler se o quisermos fazer na língua materna...

E vocês, leitores, o que pensam sobre o assunto? 

Entretanto, boas leituras!

sexta-feira, 24 de novembro de 2017

"Danças e Contradanças", Joanna Harris

"Danças e Contradanças" reúne um conjunto de contos de Joanne Harris. São histórias pequenas e com o pendor sarcástico da autora, e enquanto alguns nos apresentam personagens peculiares, outros há com um certo pendor de crítica social. E há outros que parecem exercícios de escrita que Joanne Harris decidiu mostrar aos leitores - e que se calhar "fermentando" na gaveta tomavam outro aspecto.
 
Já tinha começado a lê-los há uns anos e, no fundo, permitem uma leitura leve e engraçada. O livro parece o ideal para ocupar uns minutinhos livres. Li algumas das histórias com gosto, exactamente pela "magia" ou "estranheza" que lhes é incutida pela autora, mas de outras pedia mais - estarei eu com "esquisitices" depois de Stephen King e de George R. R. Martin? Também é provável.
Para evitar falar demasiado sobre os contos, deixo-vos apenas com as minhas listas de destaque.

Gostei de:

- "Gastronomicon": um livro de receitas herdado da sogra estrangeira com resultados curiosos;
- "O curso de 1981": os alunos de feitiçaria de 1981 reúnem-se, e bem sabemos como essas reuniões são enervantes;
- "Auto-de-fé": há twists engraçados, e este conto tem um deles;
- "O último comboio para Dogtown": o que acontece às personagens abandonadas?
- "Chá com pássaros": um vizinho simpático de hábitos estranhos;
- "Pequeno-almoço no Tesco's": um pequeno drama;
- "Venha Mr. Lowry, chegou a sua vez": uma história sobre probabilidades;
- "A pequena sereia": duro de se ler, mas... Marcante;
- "Peixe": mais uma refeição com um toque especial;
- "Eau de toilette": para lembrar que uma senhora no séc. XVIII não era assim tão glamorosa.
 
 Não consegui gostar de:

- "A Irmã Feia": para mim certas "coisas" têm de ser ou carne ou peixe. Ou é uma personagem ou é uma actriz. O Lobo Mau podia ter safado a história, mas nem por ele;
- "O mundo de cabedal de Al e Christine": outro pequeno drama, ou, um exercício de drama?
- "Um lugar ao sol": a necessidade do corpo perfeito é sempre um bom tema, tal como a sexualização de adolescentes, mas já foi visto ao longo da colectânea;
- "Nunca beijes um vampiro...": a necessidade do corpo perfeito... Esperem, estou a repetir-me. Pois.
 
Posto isto, entreteve-me, mas esperava muito mais do livro.
 
 
Sinopse
 
E vocês, já leram esta colectânea? Qual é a vossa opinião?
Boas leituras!

sexta-feira, 10 de novembro de 2017

"Longbourn - Amor e Coragem", Jo Baker

Este romance foi uma agradável surpresa. Em "Longbourn", Jo Baker recria o "Orgulho e Preconceito" de Jane Austen, mas desta vez, do ponto de vista dos criados. Assim, acompanhamos a história da governanta e do mordomo, Mr. e Mrs. Hill, e das criadas Sarah e Polly, enquanto os seus senhores são dominados pelos acontecimentos do romance original.
No entanto, enquanto Mrs. Hill se apronta em preparar jantares e a ouvir os queixumes de Mrs. Bennet ou Sarah sai para comprar laços para os sapatos de dança debaixo de chuva, as suas vidas rumam por si. Mrs. Hill preocupa-se com o seu futuro na casa onde serve com o marido, e onde sonha continuar a envelhecer em segurança - o que a faz dedicar-se ao trabalho na visita de Mr. Collins - e Sarah, educada desde menina como criada em Longbourn, pergunta-se a si própria se a vida será sempre aquilo: servir senhoras; lavar as roupas das senhoras; fazer recados para as senhoras... Mas o seu próprio coração toma sobressaltos quando um novo criado chega à propriedade, James Smith. É um forasteiro, e a sua vinda deixa-a desconfortável. Felizmente, Mr. Bingley está por perto, e com ele Ptolomey, um criado de modos elegantes que não teme prestar-lhe atenção.

Sinopse

Eu adorei esta leitura. Adorei o estilo de escrita delicado e atmosférico da autora que me conseguiu agarrar, tendo também um toque de crítica social, divertido em certas passagens - noutras nem tanto-, e é sempre interessante espreitar a vida dos serviçais. Tal tira algum "glamour" à forma como imaginamos a vida das classes altas noutras épocas, bem o sabemos, mas torna-as muito mais tangíveis e credíveis. Acho que torna o retrato social bem mais completo.
Os fãs do romance original não temam ver "Orgulho e Preconceito" "conspurcado". A própria autora assume-se como fã e isso é perceptível ao longo do texto. Aqui, o espírito das personagens mantém-se, tal como o enredo que a família Bennet vive, apesar de chegar um pouco mais além de forma livre. Aqui, um dos patrões pode ter um segredo, e Wickham pode ser ainda pior...
De qualquer forma, ao ler "Longbourn", senti que revisitava o romance, mas a partir da porta da cozinha, e foi engraçado ir reconhecendo pormenores e e acontecimentos marcantes do original, enquanto acompanhava a história paralela de Sarah e dos restantes colegas.

E vocês, já leram este livro? Qual é a vossa opinião?
Boas leituras!
 

quinta-feira, 9 de novembro de 2017

"Londres de Shakespeare por Cinco Groats ao Dia", Richard Tames

Ainda não visitei Londres, mas com o meu fraquinho pela época do Renascimento e pelas histórias sobre Elizabeth I ou Shakespeare, fiquei logo de olho neste "guia" assim que soube do seu lançamento. 

Sinopse
 E que pelo guia de viagem este! "Londres de Shakespeare por Cinco Groats ao Dia" trata o leitor por um viajante que se desloque à cidade no ano de Nosso Senhor de 1599, pelo que permite uma verdadeira viagem no tempo. Onde e o que comer e beber; que locais visitar; as principais feiras e atracções londrinas ou os "homens do momento" da cidade são só algumas das "dicas" que o guia deixa, lado a lado a usos e costumes da época e curiosidades que podem deliciar qualquer interessado por História.
Tudo isto é escrito num estilo acessível com um leve toque irónico aqui e ali que faz da leitura uma experiência agradável.


Para além do conteúdo que tanto me ensinou, não posso deixar de frisar o aspecto gráfico do livro. A edição foi lançada em capa dura e para além das gravuras que ilustram o texto, as páginas têm um design requintado que foi de encontro ao meu gosto.
Só me resta recomendá-lo a outros interessados pela época - ou por Londres -, esperando que gostem tanto como eu.

Já o leram, ou outro livro desta coleção? Qual foi a vossa opinião? 
Boas leituras!

Nota: O meu exemplar foi-me disponibilizado pela Editorial Bizâncio.

quinta-feira, 2 de novembro de 2017

Divulgação | Novidades Guerra e Paz disponíveis a 2 de Novembro

Escravatura – Perguntas e Respostas 
João Pedro Marques
15x20
128 páginas
14,90 €
Nas livrarias a 2 de Novembro
Guerra e Paz Editores 

A escravatura está, hoje, na ordem do dia. Há uma narrativa, “criacionista” dir-se-ia, que a atira única e exclusivamente para o famoso rol de culpas do homem branco. Mas será?
Que sabemos nós sobre a história da escravatura dos africanos? E sobre o envolvimento de Portugal nessa história? Este livro, Escravatura – Perguntas e Respostas, traz até ao leitor português alguns dos resultados da mais recente investigação histórica. Não pretende ser uma história geral da escravatura – nem tal seria possível num livro de tão reduzida dimensão. Visa, isso sim, clarificar vários pontos que são frequentemente mal-entendidos e responder, de forma tão simples quanto possível, a algumas perguntas sobre tráfico de escravos, escravidão e o envolvimento português nessas práticas.
Frontal e rigoroso, este livro inaugura uma nova colecção da editora. Depois dos Livros Amarelos, a Guerra e Paz apresenta agora os Livros Vermelhos, uma colecção de esclarecimento e combate, com opiniões menos canónicas, mas bem fundamentadas, sobre os grandes temas do nosso tempo. Escravatura – Perguntas e Respostas, de João Pedro Marques, é o primeiro livro desta nova colecção. Chega às livrarias a 2 de Novembro, estando a sessão de lançamento agendada para dia 8, às 18h30, na Bertrand Picoas Plaza, em Lisboa. Com apresentação do Professor Adriano Moreira.
De forma simples e acessível, João Pedro Marques responde a 24 questões sobre a escravatura colonial em África e o papel dos portugueses nesse tráfico. «A história da escravatura é muito menos linear do que parece à primeira vista e não se dá bem com apressadas e vagas culpabilizações», defende este especialista com créditos firmados e renome mundial na história da escravatura e da sua abolição.

As Viagens de Gulliver
Jonathan Swift
15x23
368 páginas
19,50 €
Ficção / Literatura Estrangeira
Nas livrarias a 2 de Novembro
Guerra e Paz Editores 

«O meu pai tinha uma pequena propriedade em Nottinghamshire: entre cinco filhos, eu havia sido o terceiro a nascer.»

Com nova tradução, chega às livrarias um dos maiores romances de sempre, As Viagens de Gulliver, de Jonathan Swift. O poeta T. S. Eliot chamou-lhe «colossal» e acrescentou: «Swift é o melhor escritor de prosa em inglês, o maior homem que já escreveu prosa em inglês.» Publicado originalmente em 1726, há 291 anos, o livro As Viagens de Gulliver, de Jonathan Swift, é uma das obras mais conhecidas da história da literatura. E é outra vez T. S. Eliot que nos guia afirmando que «com o King Lear, de Shakespeare, isto é das coisas mais trágicas que já algum dia se escreveu». Um livro para ler, reler e voltar a ler uma e outra vez ainda. A Guerra e Paz junta-o à sua colecção de clássicos já a partir de 2 de Novembro, numa altura em que se assinalam os 350 anos do nascimento de Jonathan Swift.
 
Aqui, em As Viagens de Gulliver, encontra-se o mundo. A personagem principal, um inocente médico inglês, transforma-se num intrépido viajante que, ao longo deste livro, empreende quatro viagens por terras distantes, a maioria inventadas. Naufragando em paragens desconhecidas, descobre civilizações fantásticas, excêntricas, mas também a cupidez, a inveja e a intriga. Os velhos vícios da humanidade, satirizados pelo olho cirúrgico de Jonathan Swift, grande ironista, numa prosa magnífica.
Quem nunca ouviu falar deste gigante que um dia acorda rodeado de pequenos seres, os liliputianos? Traduzida por Frederico Pedreira, a edição da Guerra e Paz inclui ilustrações de Arthur Rackham. Na sua elegância, As Viagens de Gulliver é um retrato literário que, da literatura dispensa o ornamento e a polidez, para pintar, afinal, o retrato de uma humanidade escura e irrespirável. Obrigatório.




As Piadas do Jotinha
João Paulo Rodrigues
22x22
134 páginas
13,90 €
Ficção/Infantil Juvenil
Nas livrarias a 2 de Novembro
Guerra e Paz Editores | Clube do Livro SIC


João Paulo Rodrigues é um dos mais populares apresentadores e cómicos da televisão portuguesa. Decidiu falar às nossas crianças. A todas as que já têm 7 ou mais de 7 anos. Melhor ainda, decidiu pô-las a rir. Juntou as melhores piadas e às piadas juntou ilustrações e, até, a sua caricatura. Este é o livro para pais, mães, filhos e netos se rirem sem parar: As Piadas do Jotinha. E o João Paulo Rodrigues pede para incluirmos aqui uma mensagem: «A partir de agora, miudagem de Portugal, chamem-me sempre Jotinha!»
As melhores piadas são as do João Paulo Rodrigues, o nosso Jotinha, estrela do novo livro do Clube do Livro SIC, pensado para os mais novos. Antes das aulas ou depois dos TPC, nas férias de Natal, nas pausas enquanto estudam para os testes ou nas férias grandes, este livro é um convite para as crianças a partir dos 7 anos (adultos incluídos) rebolarem a rir com as divertidas anedotas de João Paulo Rodrigues. Colorido e bem-disposto, este é um livro animado, cheio de curiosidades, adivinhas e piadas para ler e contar aos amigos. Sempre com a presença do Jotinha, em caricaturas do ilustrador João Martins. A diversão é garantida e chega às livrarias a 2 de Novembro.


O Poder dos Adolescentes
Rui Melo
15x23
124 páginas
15,50 €
Nas livrarias a 2 de Novembro
Guerra e Paz Editores
 
Estar na adolescência é como ser turista numa das fases da vida. Só que esta é a mais especial de todas. Esta é a altura em que cada adolescente tem em si o poder das escolhas: o que quer e o que não quer. É esse o propósito de O Poder dos Adolescentes, o livro de estreia de Rui Melo, pai de três filhas, gestor e financeiro, que se propõe ajudar os jovens na maravilhosa aventura de descoberta do seu caminho.
«Eu vou ajudar-te a tirar partido do que tens de maravilhoso e a agarrar o que te pertence e que não devias deixar fugir», afirma Rui Melo, ciente da importância das decisões nesta fase da vida. «O que eu digo é que podes fazer uma Escolha. E essa escolha só depende de Ti. É da tua inteira responsabilidade (…) Este é o TEU PODER. O Poder de alterares o rumo da tua história. O Poder de alterares a tua vida. O Poder de mexeres com o teu ADN».
Tal como os pais e avós, que já foram adolescentes, os jovens devem procurar tornar a sua vida melhor com ajuda dos poderes da sensibilidade, do desejo, da coragem, da palavra e do elogio, entre tantos outros. «Dá uso aos teus poderes e descobre a felicidade que há em ti. És um ser único, és um ser fantástico», realça Rui Melo.
O Poder dos Adolescentes chega às livrarias a 2 de Novembro.


Cartas 1925-1975
Hannah Arendt | Martin Heidegger
15x23
408 páginas
27,00 €
Nas livrarias a 2 de Novembro
Guerra e Paz Editores 

São 50 anos de cartas. Cartas de amor, cartas de amizade, cartas de uma troca intelectual electrizante. Este livro reúne o carteio de Hannah Arendt e Martin Heidegger e é um extraordinário documento para a compreensão do século XX e que nos ensina também, «a amar ardentemente sem nisso sentir pecado», como disse Hannah Arendt.
Que estranha afinidade electiva poderá ter juntado uma estudante judia e um filósofo filiado no partido nazi? Toda a correspondência entre Hannah Arendt e Martin Heidegger reunida num único volume, Cartas 1925-1975, chega agora às livrarias pelas mãos da Guerra e Paz, com tradução do Alemão de Marco Casanova e adaptação para o português de Portugal de Helder Guégués. Este é o diálogo entre duas das mais importantes vozes filosóficas do século XX.
Hannah Arendt conheceu Martin Heidegger na Universidade de Marburgo, na Alemanha. Ela era estudante, ele era professor. Ela tinha 19 anos. O professor tinha 36 e era casado. Apesar dos 17 anos de diferença, tiveram uma relação amorosa, central na vida de ambos. Heidegger afirmou que o romance deles foi o «mais excitante, mais orientado e mais rico» período da sua vida e que essa criatividade foi fecundadora do Ser e Tempo – a mais importante e seminal das suas obras.
Como é que se pode compreender que Hannah Arendt e Martin Heidegger – a judia alemã que denunciou o totalitarismo e o filósofo seduzido pelo nazismo – tenham sido amantes antes da Guerra e tenham voltado a ser amigos depois do Holocausto? A resposta está neste livro epistolar que termina no ano da morte da Hannah Arendt, nos Estados Unidos, apenas cinco meses antes de Martin Heidegger falecer, na Alemanha Ocidental. Disponível a partir de 2 de Novembro. 


DiÁRIO DE GRATIDÃO
Autora-Mistério
15x23
232 páginas
15,90 €
Nas livrarias a 2 de Novembro
Guerra e Paz Editores 

E se em vez de um livro, ganhasse um amigo? Este Diário da Gratidão é o seu novo amigo. Há amigos que nos levam ao ginásio para treinarmos o corpo e mantermos a forma física. Este Diário da Gratidão, amigo íntimo, leva-o a outro ginásio, o ginásio da sensibilidade, o ginásio de onde se sai mais feliz.
Se treinarmos o pensamento, ele torna-se mais claro, ilumina os nossos sentimentos e as nossas decisões, que, desta forma, têm outro discernimento. Ao assumirmos um compromisso com a melhor versão de nós mesmos, saberemos identificar as nossas necessidades mais profundas e dar-lhes a resposta adequada. Temos vontade de agradecer a vida e é dessa gratidão vital que o Diário de Gratidão fala.
Quem escreveu este Diário da Gratidão? A Guerra e Paz editores diz que foi uma Autora-Mistério, uma mulher. E diz que ela age, pensa e ama com a serenidade de quem está de bem com a vida. É uma autora secreta que, com este livro, nos incita a fazer o bem. Para beneficiar os outros. Para se beneficiar a si mesmo.  
A ciência já provou que há uma relação inequívoca entre uma atitude positiva, a saúde, a felicidade e o sucesso. Quando estamos mais felizes, gostamos mais de nós, gostamos mais do mundo à nossa volta, somos mais criativos e somos mais bem-sucedidos. Mas mesmo a gratidão pede organização.
O Diário de Gratidão é um ginásio do pensamento e da sensibilidade. Está organizado por meses e tem desafios semanais que ajudam cada um de nós a tornar-se mais feliz e a fazer os outros mais felizes. O bem é contagioso. Este é o livro que o incita a fazer o bem. Com treino. Primeiro, faz-se um pacto: é o compromisso com o bem. Depois, pede-se que se façam três listas: Ser (o que sou traz-me alegria?); Ter (o que preciso ter para ser feliz?) e Fazer (o que me faz feliz?). Todos os dias é pedido que se registe cinco acontecimentos pelos quais se está grato. Deixe a gratidão invadir a sua vida.
O objetivo do Diário de Gratidão é colaborar no planeamento e execução das pequenas alterações e dos pequenos ajustes para que cada um de nós se torne numa pessoa mais feliz, para que chegue à melhor versão de si mesmo. O objectivo deste livro é criar, primeiro, uma disciplina e, depois, uma rotina de bem-estar. No final deste desafio de um ano, o leitor estará mais feliz e irá fazer os outros mais felizes.
O Diário de Gratidão está disponível em todas as livrarias e locais de venda habituais a 2 de Novembro. A Autora-Mistério está disponível para, por intermédio da Guerra e Paz, responder a entrevistas via mail.


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